História da Formula 1

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Segundo os registos dos dirigentes automobilísticos, a FIA (Federação internacional de Automobilismo) anunciou a prova inaugural do Campeonato de Formula 1, no Sábado dia 13 de Maio de 1950 em Silverstone, na Inglaterra, isto para evitar um culto religioso local. O campeonato anunciado era composto por 6 grande prémios que seriam disputados na Europa: Inglaterra,Mónaco, Suíça, Bélgica, França, Itália, e seria ainda adicionado o resultado das 500 Milhas de Indianápolis, tornando dessa maneira, um campeonato "mundial" (apesar do facto de que os carros, equipes e pilotos que competiam nos EUA serem completamente diferentes dos da Europa).
Devido a 2º guerra mundial e às dificuldades do pós-guerra, os carros eram todos do pré-guerra. Permitiu-se a participação de carros com motores super pressurizados até 1,5 litro ou com motores aspirados de 4,5 litros.
A confirmação da presença da Alfa Romeo foi determinante para o momento. Sua participação com as Alfettas, dominantes na época, trouxe prestígio para o campeonato.

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Alfa Romeo - Alfatta de 1950

Confirmaram também presença da Ferrari(mas os carros não ficaram prontos para a prova inaugural), Maserati, algumas "Voiturettes" ERA e carros desportivos modificados, como os Talbots. A pontuação era  dividida: 8 pontos para o primeiro colocado; 6 para o segundo; 4 para o terceiro; 3 para o quarto; 2 para o quinto colocado e um ponto para o piloto que marcasse a volta mais rápida da prova. Seriam descartados os 3 piores resultados das 7 corridas disputadas. A prova inaugural em Silverstone contou com um público de 100.000 pessoas estimadas, além da presença do Rei George VI, a Rainha Elizabeth e a princesa Margareth.

Em 1950 e 1951, o domínio era das Alfettas e das antigas voiturettes, no entanto em 1952 e 1953 a Ferrari apresenta um carro vencedor com um motor de 4,5 litros, dando a Alberto Ascari o título de bicampeão. Neste momento, a Alfa Romeo, que competia ainda com as Alfettas não tinha recursos financeiros para investir no desenvolvimento de um novo projecto e decide abandonar a categoria.

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Alfa Romeo - Alfetta 1950 - 1954

Em 1954, a Mercedes-Benz com um carro perfeito deu a Juan Manuel Fangio 2 títulos, tornando-se tricampeão mundial. Os carros são menores, com motores de 2,5 litros.

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Mercedes-Benz de 1954

No final de 1955, a Mercedes abandona as competições devido a tragédia de Le Mans ocorrida naquele ano, quando mais de 80 espectadores morreram quando a Mercedes de Pierre Levegh projectou-se sobre a multidão. Neste momento, a Ferrari contrata Fangio, que conquista o quarto título na Formula 1.

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Ferrari de 1955

Em 1957, Fangio conquista o seu quinto (e último) título pela Maserati.

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Maserati de 1957

Em 1955, a Vanwall, primeira equipe inglesa de Formula 1, apresenta um carro originalmente concebido para a Fórmula 2 de 2,0 litros, porém equipado com travões de disco e injecção de combustível. Em 1956, a Vanwall apresenta o motor de 2,5 litros e um novo chassi concebido por Colin Chapman, que nesta época desenvolvia carros desportivos para a Lotus. Após algumas modificações introduzidas na suspensão por Chapman e a contratação de um especialista em carroçarias, Frank Costin, o carro da Vanwall tornou-se extremamente competitivo. Para tentar conquistar o campeonato foram contratados 2 excelentes pilotos: Stirling Moss e Tony Brooks. Assim, a Vanwall  tornou-se a primeira equipe campeã de construtores em 1958.

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Vanwall de 1958

Em 1958, a Cooper apresenta um pequeno carro (baseado nos modelos da Fórmula 3 de 500cc) com motor de fabricação própria, montado na parte traseira, com um avanço técnico superior comparado com os carros da época. Este carro marcou os modelos da década que se iniciava já sendo campeão de construtores e de pilotos, com o australiano Jack Brabham, em 1959 e 1960.

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Cooper de 1959 - 1960

Nos anos 1960 ocorreram as mais profundas mudanças na Fórmula 1. Foi o grande momento para os entusiastas (também chamados na época de garagistas, com um tom de menosprezo pelas grandes fábricas). Consolidou-se o motor traseiro, a tecnologia de 4 válvulas por cilindro, Chapman iniciou uma nova era com o mono-coque e a maior das descobertas: a aerodinâmica. Diferentes asas e spoilers apareceram a partir de 1967, mas, após 1968 é que aconteceu uma revolução neste campo.

A década começou com motores com 160hp e terminou com carros equipados com o motor Cosworth DFV chegando aos 450hp, o que determinou um avanço no desenvolvimento dos pneus que se tornavam cada vez mais largos, mas ainda providos de sulcos. Mas os pilotos já percebiam que com o desgaste nem sempre se perdia em aderência, e já no início de 1970 os primeiros pneus slick apareceram. No campo da propaganda, a época de 1968 foi decisiva para o futuro das competições na Fórmula 1 como conhecemos hoje. A Lotus se juntou a uma empresa de tabaco, e criou a equipe Gold Leaf Lotus, com carros pintados de vermelho, branco e dourado, o que fez desaparecer o tradicional verde britânico. As competições se transformaram num meio comercial.

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Lotus Ford de 1968

Os anos 60 trouxeram muitas mortes nas pistas. Jackie Stewart passou a exigir mais segurança na Fórmula 1. Tudo começou num gravíssimo acidente que ele proprio sofreu em 1966 na pista belga de Spa-Francorchamps. Uma chuva forte atingiu o circuito, e deixou seca a pista somente no grid de largada. Na rápida Masta Straight, o BRM de Stewart despistou-se e caiu numa vala, este ficou preso no carro com o fato encharcado de gasolina, enquanto Graham Hill e Bob Bondurant tentavam desparafusar o volante para poderem retirar Stewart de dentro do carro. A partir daí, ele disse que não correria na equipe se não tivesse segurança no carro. Foi ele que idealizou o capacete que cobre toda a cabeça do piloto e do fato anti chamas. Ele chegou a ser ridicularizado por aqueles que achavam que as competições teriam de ter um certo riscos. Ficou inclusive conhecido como homem vacilante, mas foi campeão do mundo por 3 vezes.

Em 1960 aconteceu a última vitória de um carro com o motor de 2,5 litros montado na frente do carro, um Ferrari pilotado por Phil Hill, na pista de Monza. A Cooper se tornou campeã de construtores e o seu piloto, Jack Brabham, o campeão dos pilotos, assim como acontecera em 1959. A partir de 1961, os dirigentes da Fórmula 1 optaram pelos motores de 1,5 litro, o que trouxe de volta o domínio da Ferrari. Phil Hill tornou-se campeão de 1961 com 5 pontos de vantagem sobre Wolfgang von Trips, também da Ferrari, que se sagrou campeã de construtores. De lamentar a trágica morte de Von Trips, em Monza.

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Ferrari de 1960

Em 1962, os ingleses reagiram e as equipes BRM (campeã de construtores e pilotos, com Graham Hill em 1962) e Lotus (campeã em 1963) passaram a dominar o circuito. Em 1964, a Ferrari retoma o título de construtores e pilotos com John Surtees (que já tinha 7 títulos de Moto nas 350cc e 500cc quando foi para a Fórmula 1). A Lotus venceu o campeonato de 1965, novamente com Jim Clark, tendo conquistado o título individual, como já havia ocorrido em 1963.

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Lotus de 1965

Em 1966, a Fórmula 1 passou a contar com motores de 3,0 litros, mas os motores de até 1,5 litro super pressurizados também eram permitidos (mas foram ignorado na época). Jack Brabham conquistou o seu terceiro e último título de campeão de Fórmula 1, mas registou um feito unico: foi campeão de construtores e pilotos tendo fabricado o próprio carro! Em 1967, a Brabham vence o campeonato, mas desta vez o piloto neo-zelandês Denny Hulme supera Old Jack por 3 pontos e conquista o título.

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Brabham de 1967

Graham Hill venceu o campeonato de 1968, e a Lotus foi a campeã dos construtores, mas o ano ficou marcado pela morte de Jim Clark, no dia 7 de Abril, numa prova de F-2 em Hockenheim. ,o mundo do automobilismo ficou terrivelmente abalado como 26 anos antes, em Ímola. Após a morte de Jim, Jackie Stewart iniciou a cruzada pela segurança. 1969 marcou a entrada na Fórmula 1 do potente motor Ford-Cosworth DFV, que exerceu domínio na F1 tendo sido usado até 1981 mais de uma decada e tendo conquistado 10 títulos. Correndo pela equipe francesa Matra, Stewart conquista seu primeiro título, dando à Matra sua única conquista entre os construtores.

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Matra de 1969

Não podemos analisar a década de 1970 na F1 sem falarmos de Bernie Ecclestone, Colin Chapman, o motor V8 Ford-Cosworth DFV e a equipe Renault. No ano de 1971, Ecclestone comprou a equipe Brabham por £100.000. Em 1972 assumiu a direcção de uma organização criada pelas equipes inglesas, a FOCA (Formula One Constructor´s Association), o objectivo era negociar as participações junto aos organizadores das competições. Os proprietários dos circuitos tinham até o final dos anos 1960 toda vantagem comercial nas negociações, chegando a controlar a receita das equipes e deter o poder político dentro da CSI (Commision Sportif Internationale) - sub-comissão desportiva da FIA. Ecclestone unificou a Fórmula 1 e criou condições para a realização das competições que os proprietários dos circuitos tiveram que aceitar, anulando o poder que estes detinham até então. Em 1979, Ecclestone foi o escolhido pela FIA para negociar e administrar os direitos de transmissão de TV.No final da década de 1960, os fabricantes de carros concentravam seus investimentos em carros desportivos, mas com a introdução do motor Ford-Cosworth DFV em 1967, as equipes podiam concentrar atenção e verba no desenvolvimento de chassis; O DFV estava disponível para qualquer equipa pelo custo de £7.500 por unidade. Em 1974 as únicas equipes que não o utilizavam eram a Ferrari e a BRM. O crescente aumento de audiência na TV atraiu patrocinadores, inicialmente os que não faziam parte da indústria automobilística, como o segmento tabagista. Não tardou para os fabricantes de carros voltarem a participar da F1.

Em 1977, a Renault retornou às corridas de Formula 1, com o projecto de fazer do motor turbo um vencedor, que já era desenvolvido em corridas de carros desportuvos e endurance, como Le Mans. O V6 Turbo francês, que produzia mais de 1.000 HP, preocupava as equipes que utilizavam (sem outra alternativa) o Cosworth DFV e quando em 1978, Colin Chapman descobriu o efeito-solo (compensar a falta de potência prendendo o carro ao solo), deu mais 6 anos de vida ao DFV. A Renault obteve seu primeiro triunfo em Julho de 1979, com a vitória de Jean-Pierre Jabouille no GP da França, marcado pelo antológico duelo entre René Arnoux e Gilles Villeneuve.

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Renault de 1979

Os anos 1970 também revolucionaram a fabricação dos pneus. Em 1971, foram adoptados os pneus Slick (sem sulcos), que alguns pilotos ainda achavam que seriam escorregadios, e quando do retorno da Renault em 1977, a Michelin foi sua parceira no fornecimento de pneus, utilizando, pela primeira vez na Fórmula 1, os pneus Radiais. O sucesso foi imediato. Já em 1978, a Ferrari trocou a Goodyear (com tradicionais pneus de lonas diagonais) pelos radiais da Michelin.O austríaco Jochen Rindt apesar de ter iniciado sua carreira na Fórmula 1 em 1964, somente em 1969 teve um carro a altura de seu talento, quando veio a primeira vitória.

Na temporada de 1970, foram 5 vitórias quando em uma sessão de treinos em Monza, entrou forte na Parabólica e perdeu o controle do Lotus, o que causou sua morte instantânea. Rindt tinha 45 pontos nesta altura da temporada, e com o resultado da prova de Monza Clay Regazzoni (31 pontos), Jack Brabham (25 pontos), Stewart (25 pontos), Hulme (23 pontos) e Jacky Ickx (19 pontos) entraram na briga pelo título com 3 provas a disputar e 18 pontos em jogo.

Na prova seguinte, no Canadá, Brabham, Stewart e Hulme abandonaram e se despediram da disputa do título. A próxima corrida seria disputada em Watkins Glen e Ickx, que havia vencido no Canadá, precisava de vencer esta e a última corrida, no México, e Regazzoni, 2°colocado no Canadá, precisava de 1 vitória e um segundo lugar, mas Ickx chegou em 4º, Regazzoni não marcou nenhum ponto e desta forma a temporada estava decidida. Com uma vitória no México, Ickx tornou-se o vice-campeão e Regazzoni, que chegou em 2º na última prova, ficou com a terceira colocação no campeonato.

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Lotus - Ford 72 de 1970

A temporada de 1971 foi inteiramente dominada por Jackie Stewart, que viria a se tornar o maior piloto daquela década - mesmo com a estreia de Niki Lauda, guiando um Tyrrell 003. Ao final da temporada, Stewart fechava com 62 pontos, contra apenas 33 pontos de Ronnie Peterson, com 6 vitórias e um 2º lugar em 11 provas disputadas.

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Tyrrel Ford 003 de 1971

1972 foi o ano de Fittipaldi. Com 5 vitórias, 2 segundos lugares e um terceiro, somou 61 pontos, sagrou-se campeão com 2 provas de antecedência. Com 45 pontos e 5 vitórias, coube a Stewart o vice-campeonato e com 39 pontos Denny Hulme ficou em terceiro. Emerson tornou-se o mais jovem campeão do mundo com 25 anos, recorde que foi batido somente em 2005 por Fernando Alonso.

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Lotus Ford 72 de 1972 (Fittipaldi)

Em 1973, Stewart deu o troco e conquistou seu terceiro e último título mundial de Fórmula 1. Com 5 vitórias, 2 segundos, 1 terceiro, 2 quartos e 2 quintos lugares (não marcou em apenas 2 provas) somou 71 pontos, 16 a mais que Emerson, o vice-campeão. Ronnie Peterson, companheiro de Fittipaldi na Lotus, ficou em terceiro, a apenas 3 pontos do brasileiro. 1973 marcou também a aposentadoria de Stewart, aos 34 anos, após 9 temporadas, 101 Grandes Premios, 27 vitórias, 17 poles e 15 voltas rápidas. A Tyrrell Racing jamais seria tão forte.

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Tyrrerll Ford 006 de 1973

A temporada de 1974 foi muito disputada, a 2 provas do final do campeonato , Clay Regazzoni da Ferrari tinha 46 pontos, Emerson Fittipaldi da McLaren tinha 43 pontos, Jody Scheckter da Tyrrell tinha 45 e Niki Lauda da Ferrari somava 38. A prova a seguir seria disputada no grande premio do Canadá e foi vencida por Emerson, seguido de Regazzoni. Scheckter e Lauda abandonaram. Na última prova, nos Estados Unidos, novamente em Watkins Glen, Scheckter precisava da vitória, pois Emerson e Regazzoni estavam empatados com 52 pontos. O venceu foi o argentino Carlos Reutemann, com o brasileiro Pace em segundo, em 3º e 4º lugar ficariam James Hunt e Emerson Fittipaldi, que se tornou bicampeão mundial de Fórmula 1. Regazzoni terminou em 11º e Scheckter não completou a prova.

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McLaren de 1974

Em 1975, Lauda não deu qualquer chance. Acabou o campeonato com 64 pontos, 19 de vantagem sobre Emerson, que foi o vice-campeão, seguido por Reutemann, que somou 37 pontos.

A temporada de 1976 começou bem para Lauda. Após 5 vitórias na primeira metade do ano, ele sofreu um terrível acidente no Grande Prêmio da Alemanha, e só sobreviveu graças a coragem de Arturo Merzario, Brett Lunger, Harald Ertl e Guy Edwards. Lauda, que passou 4 dias na UTI (tendo chegado até a receber a extrema-unção, em virtude de seu gravíssimo estado de saúde), lutou para recuperar a forma a tempo de disputar o Grande Prêmio da Itália, em Monza, onde chegou em quarto lugar. Alcançou o mesmo resultado na prova seguinte, no Canadá, e marcou pontos nos EUA. Foi para a última prova no Japão, onde enfrentou um temporal que o fez abandonar a prova, permitindo assim que James Hunt da McLaren conquistasse seu único título por apenas um ponto de vantagem. Esta temporada marcou a saída de Emerson Fittipaldi da McLaren, para ser piloto da Copersucar, abrindo mão da luta  por um possível terceiro título mundial. A midia arrasou Lauda, chegando a dizer que ele era um cobarde, mas ao conquistar o título de 1977, o tri-campeonato, tornou-se o maior novamente. Somou 72 pontos contra 55 de Jody Scheckter e 47 de Mario Andretti.

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Ferrari de 1977

Em 1978, Lauda mudou-se para a Brabham, mas viu a Fórmula 1 ser dominada pela Lotus. Mario Andretti conquistou o título com 13 pontos de vantagem sobre seu companheiro de equipa, Ronnie Peterson. O "sueco voador" não terminou aquela temporada. Um acidente depois da largada do Grande Prémio de Itália, em Monza, envolveu vários carros e vitimou-o.

O título de 1979 foi disputado pelos pilotos da Ferrari, Jody Scheckter e Gilles Villeneuve que conquistaram 3 vitórias e 3 segundos lugares cada um, mas com vantagem para Scheckter, que somou 51 pontos contra 47 do canadense. O australiano Alan Jones somou 40 pontos, com 4 vitórias e 1 terceiro lugar e terminou o ano na terceira colocação. Ao final da temporada, Niki Lauda comunicou a sua retirada da F1 por não ter motivação para correr.


Renault de 1979

Depois das emocionantes temporadas da década de 1970, chegou a década de 1980. A Williams e McLaren imperavam nas pistas, mas equipas tradicionais, como Lotus e a Ferrari, começavam a sentir a crise. Este período foi considerado um dos melhores da história da F-1

Em 1980, o australiano Alan Jones triunfou com a Williams-Ford.

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Williams-Ford de 1980

Em 1981, foi Nelson Piquet, correndo pela Brabham.

1982 foi um ano triste, devido aos acidentes fatais de Gilles Villeneuve e Riccardo Paletti. Mas o austríaco Niki Lauda, que havia-se afastado da categoria depois de 1979, retornou, como piloto da McLaren. O finlandês Keke Rosberg surpreendeu e ganhou o campeonato com apenas uma vitória.

1983
Rabham-bmw de 1983

Em 1984, Lauda conquistou o  tri-campeonato por apenas meio ponto de diferença sobre Alain Prost, Se Prost tivesse vencido o Grande Prêmio de Mônaco (com mais da metade da corrida disputada), interrompido pela chuva, o francês seria campeão. Foi nessa temporada que surgiu Ayrton Senna, um dos maiores pilotos da história da categoria.

Em 1985, Prost não deixa escapar o título.

Em 1986, ele ganha novamente, aproveitando os rebentamentos dos pneus dos carros de Piquet e de Nigel Mansell.

1986
Mclaren de 1986

Em 1987, a disputa seria entre Piquet e o inglês. Nigel teve um acidente em Suzuka, e não teve condições de correr. Piquet conquistou o tri-campeonato.

1988 e 1989 foram os anos McLaren, pois Ayrton Senna, vindo da Lotus, e Alain Prost, que havia vencido em 85 e 86, reinaram absolutos.

Em 1988, Senna conquistou seu primeiro título mundial numa temporada em que a McLaren venceu 15 das 16 provas disputadas. Apesar da supremacia da equipe, o ano foi marcado pelo duelo histórico entre os dois pilotos, com Senna a vencer oito corridas e Prost conquistando a vitória em sete provas. Senna chegou ao título na penúltima prova do campeonato, no Grande Prêmio do Japão, numa das suas maiores exibições. O piloto brasileiro largou na pole position, mas teve problemas logo no início com o motor de seu carro. Este detalhe deixou Senna parado na grid por alguns segundos e o fez cair para a décima quarta posição, trazendo maior dramaticidade à disputa com Prost, que assumiu a liderança da corrida. Numa recuperação incrível, Senna ultrapassou seus adversários, alcançando a segunda posição na vigésima volta e ultrapassou o piloto francês na vigésima oitava volta, conquistando o campeonato e inserindo seu nome definitivamente no hall dos maiores pilotos da história da Fórmula 1.

Em 1989, Prost conquistou o tricampeonato, igualando-se a Nelson Piquet, Jack Brabham, Jackie Stewart e Niki Lauda em número de títulos. O título do francês foi polémico e também teve como palco o Grande Prémio do Japão. Em nova disputa emocionante, ele e Senna bateram numa curva, depois do francês ter fechado a curva, que tinha a vantagem na pontuação do campeonato e lucraria com o abandono de Senna. Enquanto Prost deixou a corrida, o piloto brasileiro manteve-se na pista e venceu a prova, mas foi desclassificado por cortar caminho na chicane e ser empurrado pelos fiscais de prova. Com a desclassificação, a vitória ficou com o italiano Alessandro Nannini, da Benetton e o título ficou com Prost.

Em 1990, Senna venceu Prost, que estava na Ferrari. Um acidente entre ambos, agora na largada do Grande Prémio do Japão, e ambos ficaram de fora. Nelson Piquet venceu a prova, com Roberto Pupo Moreno em segundo, e Aguri Suzuki, da Larrousse, em terceiro lugar, melhor resultado de um piloto japonês na F1.

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Mclaren-Honda de 1990

Em 1991, Senna venceu novamente. Nesse ano, surgiu aquele que seria o maior recordista da categoria, Michael Schumacher, substituindo o belga Bertrand Gachot, preso por ter se envolvido em uma luta em Londres.

Em 1992, Nigel Mansell consegue o título, e sai para correr na CART, onde se consagra campeão.

Já em 1993, Alain Prost, depois de ser piloto de teste da Ligier em 1992, foi tetracampeão pela Williams e encerrou definitivamente sua vitoriosa carreira.

1994 é considerado o ano terrível da Fórmula 1 por causa dos inúmeros acidentes. Em San Marino, ocorreu o chamado Fim de semana negro. Na sexta-feira, Rubens Barrichello, da Jordan-Hart, sofreu um forte acidente na Variante Bassa, e foi impedido de correr, sendo substituído por Andrea De Cesaris. No sábado,Roland Ratzenberger, piloto da Simtek, despista-se na curva Villeneuve, e bate brutalmente no muro, morreu pouco tempo depois. Na corrida, outro acidente, o português Pedro Lamy bateu o seu  Lotus no Benetton de Jyrki Jarvilehto, os dois saíram ilesos. Oito espectadores ficaram feridos após serem atingidos por um pneu que voou por sobre a bancada. Ayrton Senna, que se distanciava de Schumacher, perde o controlo do seu Williams, após a quebra da barra de direcção, que o atingiu na têmpora e bate violentamente na curva Tamburello. O brasileiro sofreu ferimentos graves, e foi internado no Hospital Maggiore de Bolonha. Porém, o tricampeão faleceu. As comunicações no circuito entraram em colapso, permitindo que o piloto francês Érik Comas, da Larrousse, deixasse o pit-stop e retornasse à corrida quando esta já havia sido interrompida. Comas (ex-piloto da Ligier e campeão da Fórmula 3000 em 1990) só entendeu o que estava acontecendo quando os fiscais de pista mais próximos ao acidente abanaram nervosamente suas bandeiras vermelhas indicando-lhe a situação, o helicóptero estava parado na pista logo depois da curva tamburello, onde Senna havia batido, esta curva é feita a cerca de 300km/h. Se não fosse a atitude dos fiscais ao balançarem as bandeiras vermelhas (prova interrompida), Comas iria fazer a curva tamburello a mais de 300km/h, o que poderia bater no helicóptero. O pneu traseiro esquerdo de Michele Alboreto da Minardi escapa, chocando contra os mecânicos da Ferrari e ferindo um da Lotus. O terror parecia continuar quando Karl Wendlinger, da Sauber, bateu na saída do túnel em Mónaco. O austríaco ficou em coma, recuperou, mas não voltou a correr. O alemão Schumacher da Benetton chegou à Austrália com um ponto de vantagem sobre Damon Hill, da Williams. Os dois bateram, e ficaram fora. Nigel Mansell, que voltara da corridas Indy, venceu a corrida. No fim da temporada, duas equipes despediram-se: a Larrousse, que somou dois pontos, e a Lotus, que após 36 anos de trabalho, teve um fim indigno, não marcando nenhum ponto, ficando à frente apenas da fraca Simtek.

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Benetton-Ford de 1994

Já em 1995, Schumacher ganhou o bicampeonato com relativa facilidade.

Em 1996, foi Damon Hill,  o herdeiro de Graham Hill tornou-se o único filho de um campeão a repetir o feito do pai.

Em 1997, Jacques Villeneuve, da Williams, ganhou o seu primeiro título na categoria.

Em 1998 e 1999, a McLaren voltou com ganhar. Mika Hakkinenvenceu as duas temporadas deixando Schumacher e Eddie Irvine para traz . Neste último ano, a Ferrari encerrou o jejum de dezesseis anos sem ganhar o mundial de construtores.

Entre 1998 e 2004, a "Era Schumacher" chegou ao auge, pois o germânico ganhou cinco campeonatos seguidos. Em 2003, Schumacher sofreu. Kimi Raikkönen, da McLaren, e Juan Pablo Montoya, da Williams, ameaçavam Schumacher. Porém, nos EUA, Montoya teve um fraco desempenho, e somente Kimi Räikkönen era o único a vencer Schumacher. No entanto, Kimi também não esteve muito bem, e Schumacher venceu por dois pontos.

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Ferrari de 2000

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Ferrari de 2002

Em 2004, Schumacher venceu quase das as provas somando mais um titulo.

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Ferrari de 2004

Em 2005 e 2006, Fernando Alonso, da Renault, garantiu o título, dando à Espanha o bicampeonato.

2005 foi também o ano de despedida de duas equipas tradicionais: a Minardi e a Jordan, que por pouco não protagonizaram um pódio histórico nos EUA, se Schumacher e Rubens Barrichello abrissem mão da vitória.

Em 2006, Felipe Massa, substituto de Rubinho, venceu pela primeira vez. Três equipas estrearam nessa temporada: Super Aguri, S.T.R. e Midland. Foi também no certame de 2006 que Michael Schumacher se despediu após ter batido quase todos os recordes - apenas o de maior número de corridas não foi quebrado.

A temporada de 2007 foi uma das mais disputadas da história recente da F1. Lewis Hamilton, estreante e o primeiro piloto negro da história da F-1, conseguiu ser o piloto sensação da temporada, liderando a maior parte do tempo o campeonato de pilotos. Porém, nos GPs da China e do Brasil, os dois últimos, o jovem inglês cometeu dois erros que lhe custaram o título. Kimi Räikkönen, de forma inesperada, conquistou seu primeiro título mundial por uma diferença de apenas um ponto sobre Hamilton e Alonso. A temporada foi marcada também pelo caso de espionagem feita pela equipa McLaren sobre a Ferrari, que resultou na perda de todos os pontos da equipa da  McLaren, além de ter corrido o risco de ser excluída do campeonato. Felipe Massa ficou na quarta posição do campeonato.

O campeonato de 2008 foi o mais disputado dos últimos tempos, com boa performance de pilotos novatos, com destaque para Sebastian Vettel, da Scuderia Toro Rosso, que se tornou o piloto mais jovem a vencer um GP da categoria. Nesse ano, houve uma melhoria na performance das equipas. STR, Renault e Toyota estão entre as grandes equipas em 2009. A decisão aconteceu em Interlagos, onde Felipe Massa e Hamilton discutiram o título, até aos últimos metros da corrida. Felipe Massa precisava vencer e fez a sua parte. Com a vitória de Felipe, Hamilton não podia chegar atrás do quinto lugar. No final da prova, choveu mais forte e todos trocaram os pneus, menos Timo Glock, que passou Hamilton, e deixou o inglês sobre a pressão de Sebastian Vettel da STR. Vettel ultrapassa Hamilton, mas na última curva, Glock com pneus slick, "patinava", e tinha dificuldades visíveis de manter o carro na pista. Hamilton passou Timo Glock, foi para o 5º lugar e conquistou seu primeiro título mundial por apenas 1 ponto de diferença. O heptacampeão Michael Schumacher, em entrevista, disse que nunca viu uma corrida tão emocionante como a de Interlagos em 2008.

Esta temporada revelou-se equilibrada entre as grandes equipas como Ferrari, McLaren e Renault. Não devem de ser esquecidos os grandes erros da Ferrari, que custaram o campeonato á equipa e a Massa. Nelsinho Piquet conquistou bons resultados na segunda metade do campeonato. No entanto o herdeiro de Nelson Piquet teve a sua carreira manchada na Formula 1, quando no final da temporada foi revelada uma conspiração da equipa Renault, ele confessou ter batido propositadamente, cumprindo ordens do chefe da equipe, Flavio Briatore, e o engenheiro chefe, Pat Symonds na corrida de Cingapura, dando assim a vitória ao seu companheiro Fernando Alonso. Este ano marcou a saída do inglês David Coulthard, que abandonou logo na largada do GP de Interlagos, e a quebra do recorde de corridas disputadas, pertencente a Rubens Barrichello. O ano de 2009 foi marcado pela redenção do inglês Jenson Button, que havia perdido o seu lugar com a saída repentina da Honda. Entretanto, Ross Brawn, que já tinha trabalhado com Button e Rubens Barrichello em 2008, comprou a equipe japonesa e deu-lhe o seu sobrenome. Os motores dos carros eram da Mercedes-Benz, e na Austrália, Button teve um começo avassalador, quebrado somente no GP da China, vencido pelo alemão Sebastian Vettel, da RBR.

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Brawn 2009

Além da Brawn GP e da RBR, merece destaque a ascensão da Force India, que equipado com motor Mercedes, fez um campeonato sem grandes erros como em 2007 ainda com o nome Spyker e 2008. Giancarlo Fisichella conquistou a primeira pole, o primeiro pódio e os primeiros pontos da equipe de Vijay Mallya, no GP da Bélgica. Adrian Sutil, companheiro de Giancarlo Fisichella, também fez uma temporada acima das expectativas. O mesmo não se pode dizer de Luca Badoer, piloto de testes da Ferrari, que após dez anos sem correr uma etapa da categoria, acabou sendo escolhido para suceder a Felipe Massa, afastado após ter sofrido um grave acidente na Hungria, ao ser atingido por uma mola do carro de Rubens Barrichello. Badoer não conseguiu pontuar e Fisichella assumiu o posto, realizando o seu sonho de pilotar um carro da Ferrari.

A temporada 2010 foi uma das mais emocionantes da história da Fórmula 1. Cinco pilotos estiveram a dispotar o título e Sebastian Vettel liderou o campeonato apenas uma vez: justamente na última corrida do ano. Apesar disso, os números não mostram o poder da Red Bull na temporada. Com do carro mais veloz, projetado por Adrian Newey, a equipe poderia ter tido uma vida mais fácil não fossem os erros internos. Enquanto isso, Fernando Alonso buscou extrair o máximo possível dos erros dos adversários.

Primeira temporada dele na Ferrari, o piloto espanhol massacrou o companheiro de equipe nas pistas e chegou como favorito ao tricampeonato na última corrida. Mas perdeu o título na estratégia errada. Em 2010, o bicampeão esteve envolvido em mais uma polêmica: no GP da Alemanha, a Ferrari ordenou que Felipe Massa cedesse o primeiro lugar a Alonso, melhor classificado no campeonato.

No final, nem mesmo o jogo de equipe foi suficiente. Imbatível na reta final do campeonato, Sebastian Vettel se tornou o mais jovem campeão de Fórmula 1 até então.

GP Data Vencedor Equipe
GP do Bahrein 14 de março Fernando Alonso Ferrari
Gp da Austrália 28 de março Jenson Button Mclaren
Gp da Malásia 4 de Abril Sebastian Vettel Red Bull
Gp da China 18 de abril Jenson Button Mclaren
Gp de Espanha 9 de maio Mark webber Red Bull
Gp do Mónaco 16 de maio Mark webber Red Bull
Gp da Tuirquia 30 de maio Lewis Hamilton Mclaren
Gp do Canadá 13 de junho Lewis Hamilton Mclaren
Gp da Europa 27 de junho Sebastian Vettel Red bull
Gp de Inglaterra 11de julho Mark Webber Red Bull
Gp da Alemanha 25 de julho Fernando Alonso Ferrari
Gp da Hungria 1 de Agosto Mark webber Red Bull
Gp da Bélgica 29 de Agosto Lewis Hamilton Mclaren
Gp de Itália 12 de setembro Fernando Alonso Ferrari
Gp de Cinagapura 26 de setembro Fernando Alonso Ferrari
Gp do Japão 10 de outubro Setastian Vettel Red Bull
Gp da Coreia 24 de outubro Fernando Alonso Ferrari
Gp do Brasil 7 de novembro Sebastian Vettel Red Bull
Gp de Abu Dhabi 14 de novembro Sebastian Vettel Red Bull
Ano Campeão Vice-campeão 3º Colocado
2010 Sebastian Vettel Fernando Alonso Mark Alan Webber
2009 Jenson Button Sebastian Vettel Rubens Barrichello
2008 Lewis Hamilton Felipe Massa Kimi Raikkonen
2007 Kimi Raikkonen Lewis Hamilton Fernando Alonso
2006 Fernando Alonso Michael Schumacher Felipe Massa
2005 Fernando Alonso Kimi Raikkonen Michael Schumacher
2004 Michael Schumacher Rubens Barrichello Jenson Button
2003 Michael Schumacher Kimi Raikkonen Juan Pablo Montoya
2002 Michael Schumacher Rubens Barrichello Juan Pablo Montoya
2001 Michael Schumacher David Couthard Rubens Barrichello
2000 Michael Schumacher Mika Hakkinen David Coulthard
1999 Mika Hakkinen Eddie Irvine Heinz-Harald Frentzen
1998 Mika Hakkinen Michael Schumacher David Coulthard
1997 Jacques Villeneuve Heinz-Harald Frentzen David Coulthard
1996 Damon Hill Jacques Villeneuve Michael Schumacher
1995 Michael Schumacher Damon Hill David Coulthard
1994 Michael Schumacher Damon Hill Gerhard Berger
1993 Alain Prost Ayrton Senna Damon Hill
1992 Nigel Mansell Riccardo Patrese Michael Schumacher
1991 Ayrton Senna Nigel Mansell Ricardo Patrese
1990 Ayrton Senna Alain Prost Nelson Piquet
1989 Alain Prost Ayrton Senna Riccardo Patrese
1988 Ayrton Senna Alain Prost Gerhard Berger
1987 Nelson Piquet Nigel Mansell Ayrton Senna
1986 Alain Prost Nigel Mansell Nelson Piquet
1985 Alain Prost Michele Alboreto Keke Rosberg
1984 Nick Lauda Alain Prost Elio de Angelis
1983 Nelson Piquet Alain Prost Rene Arnoux
1982 Keke Rosberg Didier Pironi John Watson
1981 Nelson Piquet Carlos Reutemann Alan Jones
1980 Alan Jones Nelson Piquet Carlos Reutemann
1979 Jody Scheckter Gilles Villeneuve Alan Jones
1978 Mario Andretti Ronnie Peterson Carlos Reutemann
1977 Nick Lauda Jody Scheckter Mario Andretti
1976 James Hunt Niki Lauda Jody Scheckter
1975 Niki Lauda Emerson Fittipaldi Carlos Reutemann
1974 Emerson Fittipaldi Clay Regazzoni Jody Scheckter
1973 Jackie Stewart Emerson Fittipaldi Ronnie Peterson
1972 Emerson Fittipaldi Jackie Stewart Denny Hulme
1971 Jackie Stewart Ronnie Peterson Francois Cevert
1970 Jochen Rindt Jacky Ickx Clay Regazzoni
1969 Jackie Stewart Jacky Ickx Bruce McLaren
1968 Graham Hill Jackie Stewart Denny Hulme
1967 Denny Hulme Jack Brabham Jim Clark
1966 Jack Brabham John Surtees Jochen Rindt
1965 Jim Clark Graham Hill Jackie Stewart
1964 John Surtees Graham Hill Jim Clark
1963 Jim Clark Graham Hill Richie Ginther
1962 Graham Hill Jim Clark Bruce McLaren
1961 Phil Hill W.von Trips Stirling Moss
1960 Jack Brabham Bruce McLaren Stirling Moss
1959 Jack Brabham Tony Brooks Stirling Moss
1958 Mike Hawthorn Stirling Moss Tony Brooks
1957 Juan Manoel Fangio Stirling Moss Luigi Musso
1956 Juan Manoel Fangio Stirling Moss Peter Collins
1955 Juan Manoel Fangio Stirling Moss Eugenio Castellotti
1954 Juan Manoel Fangio Jose Froilan Gonzales Mike Hawthorn
1953 Alberto Ascari Juan Manuel Fangio Nino Farina
1952 Alberto Ascari Nino Farina Piero Taruffi
1951 Juan Manuel Fangio Alberto Ascari Jose Froilan Gonzales
1950 Nino Farina Juan Manuel Fangio Luigi Fagioli
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